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Frente a frente: Dead Island: The Definitive Collection

O motor de Dying Light dá vida a esta remasterização.

O estúdio Techland retorna à série Dead Island com a Definitive Collection, combinando o original com a sequência Riptide - refeitos para PC, PS4 e Xbox One com o Chrome Engine 6, motor interno que deu vida ao espetacular Dying Light. O design e ambientes é o mesmo, mas com grandes melhorias gráficas. Sombreado por físicas, um novo modelo de iluminação e geometria renovada são os grandes destaques.

Nos consoles temos 1080p30, sendo uma pena a ausência dos 60fps. No entanto, as melhorias visuais fazem com que pareçam um jogo de nova geração. Ainda não analisamos a versão para PC, mas as versões de console exibem grandes melhorias, mesmo comparado com o original no PC no máximo. O novo modelo de iluminação e sistema de materiais dão um aspecto mais realista ao jogo e temos mais detalhe.

A mudança para um modelo de sombreado por físicas gera uma apresentação mais realista. Os materiais reagem de forma mais real à iluminação e existe um melhor equilíbrio entre os reflexos difusos e especulares. O novo modelo de iluminação nos oferece efeitos HDR e iluminação indireta em locais mais escuros. Ajudam a gerar uma imagem mais natural.

As melhorias visuais feitas nesta remasterização.

O processo de remasterização estende-se a todo o jogo e a Techland até remodelou personagens, veículos e partes dos cenários, tornando-os mais refinados. Os bens são melhorados com novas texturas, gerando superfícies mais detalhadas. Curiosamente, os ramos das árvores balançam com o vento no jogo original, mas aqui estão estáticos.

Existem locais em que o estúdio moveu bens para facilitar melhor a exploração, onde o cenário se intrometia no caminho. Em algumas cenas, foram removidas árvores para permitir ver o mar, e em outras temos rocha e vegetação extra no chão, preenchendo melhor os locais. Não mudam dramaticamente o design do jogo, mas tornam a apresentação mais refinada.

Os efeitos também foram muito melhorados, o blur de câmera e objeto é usado de forma mais liberal. Temos um campo de profundidade superior e mais partículas empregues nos locais repletos de vegetação. Adicionalmente, novos shaders de água dão à superfície do oceano um aspecto mais realista, e a qualidade das sombras está muito superior.

A Definitive Edition oferece uma enorme melhoria visual sobre o original de 2011 e a apresentação é consistente nos dois consoles. Ambos rodam a 1080p, apoiadas por anti-aliasing pós-processamento. Uma combinação de vários elementos pós-processamento - tais como motion blur e campo de profundidade - significam que não temos uma imagem tão nítida quanto esperado, mas a qualidade gráfica é muito superior à do original.

Em movimento, a qualidade de imagem sofre um pouco devido ao componente temporal na AA. Cria um artefato estilo fantasma quando existe movimento lateral - uma contra-partida perceptível nas cutscenes. Os jaggies em arestas longas e imagens sub-pixel persistem em locais de maior detalhe. Está melhor que o original, mas não é o ideal.

Ocasionalmente existem problemas com o pop-in de sombras e objetos, e algumas texturas não são filtradas - mas são pequenos erros. O aspecto geral e consistência entre os dois consoles é espantoso. Na performance é onde existem diferenças, o PS4 lidera claramente em cenas mais complexas. A mudança para a nova tecnologia coloca o alvo nos 30fps.

O original foi bem convertido para os novos consoles com o motor de Dying Light. Ambos seguram bem os 30fps e aqui comparamos a performance com o original no Xbox 360.

É uma pena, especialmente porque o aumento no frame visto no original para PC melhorava o gameplay, mas a transição para o motor de Dying Light demonstra refinamento adicional que estas remasterizações geralmente não recebem. O jogo no PS4 não tem muitos problemas em chegar aos 30fps, sofre apenas com ocasionais quedas e leve tearing. Quanto ao Xbox One, a performance é similar, mas temos mais quedas e mais tearing, mas no geral não é o suficiente para afetar a experiência.

Passando para Riptide, a diferença na performance aumenta. Existem poucos problemas no PS4 e os frames são estáveis. No entanto, o Xbox One pode sofrer muito. Os frames ficam regularmente entre os 20s com tearing quase constante. O uso de v-sync adaptável ajuda a torná-los mais consistentes mas aqui não. Os controles já pesados parecem ainda mais pesados e a falta de fluidez torna difícil seguir o que acontece na tela.

Testamos o jogo uma semana antes do lançamento e antes da chegada de uma atualização. Temos Riptide rodando na versão 1.1 no PS4, enquanto o original não tem nenhuma atualização nos dois consoles. A versão 1.1 lista melhorias na estabilidade, por isso a performance pode melhorar no Xbox One quando chegar a atualização. Nessa época, iremos olhar para a performance das duas versões.

A GPU mais poderosa do PS4 lidera quando analisamos a sequência Riptide. O Xbox One passa por algumas dificuldades.

Dead Island: The Definitive Collection - O veredicto da Digital Foundry

Para quem quer estrear em Dead Island, a Definitive Edition é a melhor maneira e a Techland melhorou muito os visuais. Os bens melhorados, os efeitos superiores e o novo modelo de iluminação dão ao jogo um tom atualizado. Foi feito muito trabalho para aproximar a estética dos padrões atuais e o resultado é um jogo de aspecto mais natural e mais polido. Nem tudo resiste ao teste do tempo, como a animação facial e físicas, enquanto o bloqueio a 30fps desilude.

A contra-partida no PS4 é que apenas o primeiro está no disco, Riptide e Retro Revenge são apresentados num código para transferir da PlayStation Store, enquanto no Xbox One os três estão no disco. Segundo o estúdio, não é possível ter vários jogos no mesmo disco sem criar um menu separado para cada um - no Xbox One cada jogo tem o seu ícone na dashboard. É estranho pois The Nathan Drake Collection revela que é possível produzir um simples menu a partir do qual podemos iniciar vários jogos.

Fora este problema, o jogo no PS4 lidera nos consoles, mas estamos interessados em ver o que o PC apresenta em termos gráficos, e o que será preciso para ter 1080p60 - algo que era fácil com o original em 2011. Temos o código final e voltaremos com mais novidades em breve.

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