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For Honor - Análise

É hora de entrar no campo de batalha.

Primeiramente devo dizer que antes de escrever esse review tive uma longa jornada com For Honor, incluindo sua versão beta. For Honor é um título com um forte componente multiplayer online, de modo que inicialmente a campanha single player ainda não tinha sido considerada. Só mais tarde, devido a inúmeros pedidos é que os desenvolvedores decidiram desenvolvê-la.

Dessa forma, a campanha conduz o jogador através de três histórias que nos leva a visitar a terra natal das facções envolvidas no conflito, nos dando a oportunidade de conhecer seu passado e aprender a verdadeira motivação que lhes levaram à luta. Os jogadores incorporam guerreiros de três grandes facções - os corajosos Cavaleiros, os brutais Vikings e os enigmáticos Samurais-, e lutam até a morte em um intenso e verdadeiro ambiente de combate corpo a corpo. O inovador sistema de luta de For Honor coloca o jogador no controle total de seus guerreiros e permite que usem habilidades únicas e estilos específicos de cada herói para dominar os oponentes que estiverem em seu caminho.

A campanha single-player, no entanto, não é só isso, mas também oferece exploração e a história das facções. Todas as áreas das missões incluem várias noções sobre o enredo e se vasculharmos em todos os cantos, podemos descobrir todos os segredos ocultos e obter acesso aos materiais para atualizar nossos equipamentos e também novos emblemas para utilizarmos no multiplayer.

A campanha single player, além de interessante, tem sua utilidade de formação: durante as várias missões que terão acesso em cada uma das classes do jogo, isso nos permitirá familiarizar-se com o jogo sem a pressão de uma batalha online. Poderia até concordar que a campanha serve apenas como um tutorial, só que não.

Após escolher sua classe preferida é hora de ir para o ataque. O sistema de combate manifesta o seu potencial e as suas peculiaridades, combinando diferentes tipos de jogos em uma tentativa de criar algo único. É o tipo de jogo que devemos aprender a lidar com os comandos e com a prática iremos atingir a perfeição - ou pelo menos algo perto disso. Por exemplo, antes de recebermos um golpe, o jogo mostra onde ele será desferido (esquerda, direita ou acima) e temos que direcionar o analógio em uma dessas direções para ter sucesso no bloqueio e até mesmo realizar um contra-ataque.

Para ajudar nos combates teremos um bom número de habilidades, que poderão ser desbloqueadas com o avanço de nível de cada personagem e através do qual podemos mudar o destino da batalha. Um modo especial, chamado de Vendetta, vai nos dar resistência infinita e imunidade temporária a danos. Essa habilidade carrega mais rápido se os adversários decidirem nos desafiar em superioridade numérica, nos dando, pelo menos, uma chance de vencermos, dependendo da classe escolhida.

Mais sobre For Honor

"O estilo de luta se enquadra na categoria 'fácil de aprender, difícil de dominar', e realmente requer muitas horas para compreender todas as facetas."

Uma coisa a observar é a área de jogo e seus perigos. Na verdade, é possível tirar proveito de alguns fatores ambientais, como gêiseres e os poços de lava para ferir o inimigo. Também é muito fácil de desequilibrar um inimigo e jogá-lo fora de uma ponte ou enterrá-lo sobre os pedaços que se projetam das paredes. Assim, não só é bom prestar atenção em onde você coloca os pés, mas saber também que podemos usar o mapa em nosso favor.

For Honor, no entanto, não se limita a simples combates entre os lutadores. Os jogadores que participaram tanto do closed quanto do open beta também puderam experimentar "Guerra de Facções", uma competição ininterrupta que envolveu os gamers de todas as plataformas. Ao final do período de testes, a facção Cavaleiros teve o melhor desempenho e garantiu muitas recompensas aos jogadores que optaram por defendê-la, como ouro para adquirir peças de customização.

Sendo assim, "Guerra das Facções" segue ativa mesmo após o lançamento do jogo, e os Cavaleiros, Vikings e Samurais continuarão disputando o título de clã mais poderoso. Para participar, os jogadores devem escolher qual dos grupos defender, sendo que os resultados de cada partida multiplayer impactarão em um placar global, dando ativos de guerras aos lutadores de acordo com seu desempenho. As recompensas poderão ser usadas para conquistar e defender territórios e toda partida será importante, já que a cada período de 10 semanas uma nova temporada começará e os vencedores do ciclo anterior serão premiados com base em um ranking do jogo.

Graficamente a qualidade do ambiente é boa e com um nível de detalhe fantástico. Até mesmo os detalhes dos heróis são respeitáveis: as armaduras estão bem decoradas e detalhadas, e o sangue jorrando nunca perde a graça. Até mesmo o setor de áudio não deixa a desejar, com uma qualidade sonora e efeitos plausíveis, incluindo a localização para o português.

Resumindo, e como muitos já devem ter percebido, For Honor é um jogo focado no multi, onde a campanha entra para agradar alguns jogadores que solicitaram um modo solo, mas que não brilha como no ambiente online. Posso dizer que o jogo é um daqueles títulos que ou você vai gostar de imediato ou dificilmente será capaz de encarar essa proposta. O estilo de luta se enquadra na categoria "fácil de aprender, difícil de dominar", e realmente requer muitas horas para compreender todas as facetas. Aos adeptos ou aqueles que já conhecem o jogo desde o beta, é hora de lutar pela honra. Aos indecisos, sugiro ao menos darem uma chance ao modo campanha se tiverem oportunidade, isso certamente fará você mudar de ideia ou ignorá-lo pra sempre.

For Honor - Análise Christian Donizete É hora de entrar no campo de batalha. 2017-02-20T13:09:00-03:00 4 5

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