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Resident Evil 7: Biohazard - Análise

Jogo cumpre a promessa e mostra que a ousadia deu certo.

Resident Evil 7 é um presente aos que tanto aguardaram seu lançamento e merece inúmeros elogios pela sua consagração.

Você, chorão, que não gostou do que viu ano passado quando anunciado o inovador Resident Evil em primeira pessoa, deformando o que sempre era esperado para mais um jogo da série, ou seja, formato e jogabilidade em terceira pessoa com os mesmos personagens de sempre, tenho algo a dizer: Sinto muito.

Depois de inúmeros "memes e choradas" de fãs que não aceitavam tal mudança, chegou a hora da verdade. E, assim como você já deve ter lido por aí, o jogo é bom e vale a pena.

A verdade é que muita gente (entre elas, eu) sentia falta daquilo que o início da série apresentou. Ou seja, medo e sustos. Afinal, a postura de seus desenvolvedores foi multiplicar a sociedade zumbi para, mais tarde, invadir de tal forma o terreno humano, que os jogos se transformaram de survivor horror para tiroteio sem fim.

Então, a sociedade dos old gamers (onde também me incluo) cutucou os japoneses da Capcom para que a coisa voltasse a ter sentido, com o aspecto e o "tato" real do que a série sempre prometeu.

Eles entenderam e aqui está um jogaço. Mas antes, quero relatar uma coisinha bastante peculiar. Certo dia, conversando com um "cara" da Konami Japão - publischer de Silent Hill (outra séria que agrada muita gente aqui no Brasil) - perguntei a ele quando que um novo jogo seria lançado com a promessa de retorno aos sustos e ao medo. E a resposta foi a mais decepcionante da noite, quando ouvi que assustar as pessoas, nos dias atuais, era muito difícil.

Ele estava errado.

Prepare-se

A verdade nua e crua é que o jogo merece um alerta para cardíacos. Não que os sustos não sejam legais e as vezes até divertidos (para quem está ao lado, claro). Mas ao testa-lo no Playstation VR, a coisa muda de sentido e, sim, dá um certo salto nos corações mais fracos.

Além dos sustos, o retorno dos puzzles (quebra-cabeças) é de fazer voltar à memória dos mais velhos em RE o prazer de lutar consigo mesmo, aprimorando encaixes ou até mesmo o acerto de cada item de seu inventário limitado para concluir determinada tela, desde uma simples abertura de porta à outras façanhas mais elaboradas, como decifrar enigmas espalhados no jogo.

Recomeço

Outro tiro certo da Capcom foi iniciar a trama com uma história totalmente fora dos padrões de Resident Evil. Você agora é Ethan Winters, um cara que quase desistiu de ir atrás da namorada após seu sumiço não explicado e que agora recebe uma mensagem misteriosa dela, anos depois sem ter notícias. E ao chegar ao local, você vai ter de lidar com uma família nada convencional.

Um fato legal - e importante - do jogo é a sua necessidade em observar cada detalhe daquilo que o jogo oferece, ou seja, você terá de investigar, recolher objetos, ler informações espalhadas e saber agir com as pistas apontadas. E isso é mais que interessante em um game de terror.

Pense antes de agir

Durante a BGS 2016, tivemos o privilégio de testar a demo do jogo. O disco em questão havia acabado de ser transportado da GamesCom (Alemanha) para o Brasil, e inserido no espaço exclusivo da Capcom aqui no evento nacional. E ali, entendemos que não só de luta o jogador vai se salvar em RE7.

Uma boa parte dessa demo já deixava claro que em muitos momentos, seria necessário usar a furtividade para se dar bem. E isso está mais que presente no jogo, além de trazer mais seriedade em manter-se quieto quando a visão do jogador é em primeira pessoa.

Medo do escuro?

Se o investimento da Capcom foi assumir o papel em aterrorizar o consumidor, o trabalho gráfico não podia ser mantido conforme os outros jogos da franquia. Ou seja, foi brutalmente melhorado.

É verdade que alguns contornos poderiam ser melhores. Mas o visual do jogo é perfeito e colabora com a questão da luminosidade, tão importante na jogatina da história. Isso porque a escuridão, por muitas vezes, é coadjuvante em alguns momentos, quando só a luz da lanterna vai te guiar em meio ao cenário.

Outro lance relacionado ao bom trabalho gráfico é o realismo dos personagens. E mesmo com uma certa "falha" na leitura labial em alguns deles, quase dá pra sentir o cheiro de certos lugares, nada visualmente apreciados.

Vida longa

Muito em breve serão disponibilizadas alguns DLC´s do game, nomeadas Gravação Proibida Vol. 1 e Gravação Proibida Vol. 2. Elas vão oferecer duas narrativas adicionais e um modo de jogo extra para os jogadores mergulharem ainda mais fundo neste mundo de jogo aterrorizante. Em seguida, um episódio adicional da história, Not a Hero (Herói Que Nada), será disponibilizado gratuitamente para todos os jogadores no segundo trimestre de 2017, introduzindo uma história à parte dos dramas misteriosos vividos por Ethan Winters.

Os conteúdos Gravação Proibida Vol. 1 e Gravação Proibida Vol. 2, juntamente com um outro episódio adicional da história por download, fazem parte do Passe de Temporada e da Edição Deluxe do jogo. Esses conteúdos adicionais por download também estarão disponíveis para compra avulsa. Saiba mais detalhes aqui.

Resident Evil 7: Biohazard - Análise Rafael Poliszuk Jogo cumpre a promessa e mostra que a ousadia deu certo. 2017-01-25T08:15:00-02:00 5 5

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