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Yakuza 0 - Análise

Mesmo ainda não assumindo importante papel no ocidente, jogo agrada. E muito!

Existem dois motivos para você talvez ainda não conhecer o novo jogo da SEGA. O primeiro é porque o game é daqueles que criam um cenário tão oriental em suas práticas que nós, ocidentais, não conseguimos assimilar como um jogo e tanto quando não há recursos gráficos e áudio - ao menos em inglês - no material. E o segundo motivo é mais direto quando perguntamos: Você já ouviu falar em Yakuza?

Só para lembrar, a Yakuza é também conhecida como gokudō e são os membros de grupos de organização criminosa transnacional originários do Japão. A polícia japonesa e a imprensa os chamam de bōryokudan, algo como "grupo violento" , enquanto os membros da Yakuza chama a si mesmos de "ninkyō dantai, ou seja, Organização Cavalheirescas".

Eles são notórios por seus códigos de conduta estritos e natureza muito organizada, têm uma grande presença na mídia japonesa e agem internacionalmente com um número estimado de 105 000 membros. No entanto, ficaram mais expostos ao mundo na década de 80, onde, aliás, a ambientação do jogo acontece, exatamente em dezembro de 1988, quando o Japão passou por uma importante fase econômica, e muitos anos antes do primeiro jogo da série. Isso faz do título um começo ideal para os que ainda a desconhecem.

Na prática

O personagem principal é Kazuma Kiryu, que ao lado de Goro Majima criam as bases já retratadas nos outros jogos lançados anteriormente. Então, vale lembrar que Kiryu é membro do clã Dojima e trabalha no bairro de Kamurocho, em Tóquio, fazendo a coleta de dívidas da força bruta. Já Majima trabalha como o gerente do maior clube noturno do bairro Sotenbori, em Osaka, e tem pela frente a responsabilidade de assassinar uma pessoa chamada Makimura Makoto, para que possa retornar ao clã que desafiou.

O jogo é muito bem ambientado em meio às ruas e becos noturnos e traz um "feeling" expressivo daquilo que era o Japão na década interpretada. O trabalho retratado inclui a possibilidade de observar e conhecer a vida no país durante a bolha econômica, que em especial, nos faz entender porque o dinheiro é um dos temas principais do título.

E por falar em Ienes, o dinheiro pode ser utilizado para diversas atividades, além de comprar habilidades de combate em meio a uma grande quantidade de conteúdos, incluindo missões extras, modos e jogos completos, envolvendo fliperamas com jogos, como Outrun e Space Harrier, sem contar com clubes noturnos, boliche, karaokê, dança, dardos, e outros mais, tudo conectado com uma história contada de forma alternada e retrospectiva sempre que se troca de protagonista, para que o jogador tenha sempre o controle daquilo que está rolando.

Uma das coisas que "coçam" o jogador em retornar ao jogo é a facilidade de ganhar alguns milhões de Ienes. Por outro lado, nem sempre são fornecidos em grandes lutas. Ou seja, um inimigo fraco pode lhe render mais dinheiro que um grande chefão. Então, como as habilidades de combate custam extremamente caro, há de se recorrer a quase todas as lutas para obter o máximo êxito.

Mas não só as lutas podem fazer dos jogadores verdadeiros criminosos de sucesso. Como Kiryu e Majima administram seus próprios negócios, existe uma linha de trabalhos cuja pode fornecer quantias absurdas de dinheiro e, além disso, os modos possuem suas próprias histórias que envolvem derrotar um grupo de rivais que querem destruir ambos os negócios, que envolvem desde consultoria imobiliária, até recrutar mulheres para um clube sexy.

São inúmeras as atividades e combate de luta 3D, com diversas opções para acabar com seus inimigos, incluindo o uso de diversos objetos, como arma de destruição de massa ou até mesmo vasos, cadeiras, sofás ou motocicletas.

Dramático e completo, o jogo vale a pena!

Yakuza 0 - Análise Rafael Poliszuk Mesmo ainda não assumindo importante papel no ocidente, jogo agrada. E muito! 2017-01-24T13:14:00-02:00 4 5

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