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Titanfall 2 - Análise

Piloto e máquina se tornam um só.

Titanfall 2 introduz o solicitado modo campanha, mas o coração do jogo ainda é o modo multiplayer.

Quando a Respawn apresentou ao mundo Titanfall, ficou claro que teríamos uma evolução no que diz respeito aos jogos de tiro. A alta mobilidade dos pilotos, a velocidade dos confrontos e a verticalidade dos mapas, mudaria para sempre um gênero que vem apresentando há anos sistemas considerados obsoletos.

Ser capaz de controlar um enorme robô blindado foi o suficiente para realizar os sonhos de milhões de jogadores ao redor do mundo. Apesar disso, no entanto, por várias razões Titanfall não foi tão bem sucedido quanto o esperado, logo se tornando um jogo de nicho para um público seleto de fãs.

Quais foram os problemas do título da Respawn? Certamente, a ausência de uma campanha single player convenceu uma grande parte do público a não comprar o jogo, que também oferecia um preço de venda muito elevado em relação ao que o título oferecia. Somado a isso foi um jogo particularmente exigente em termos de habilidades do jogador.

Com Titanfall 2, a Respawn tentou ajustar esse objetivo, acrescentando as partes que faltaram e remodelando alguns elementos da jogabilidade que foram anteriormente criticados pela comunidade. Embora não seja tão inovador como o seu antecessor (por razões óbvias), o jogo é um passo à frente, e também é o que todos esperavam. A primeira coisa que você nota é a presença da campanha single player. Nada muito longo, em torno de seis horas, mas apesar disso é uma experiência diferente do que é oferecido por qualquer outro FPS disponível.

A história de Titanfall 2 coloca os jogadores na pele de Jack Cooper, um atirador da Milícia que sonha pilotar seu próprio Titã. No começo da história de Titanfall 2, Jack se dá conta que seu sonho - em circunstâncias bem menos que as ideais - pode se tornar uma realidade. Após um encontro, partimos para localizar uma fonte de energia para um BT-7274 ("BT", pra ficar mais fácil) incapacitado. Depois de encontrá-la e instalá-la, o piloto e a máquina formam um neuro-link, e então Jack consegue assumir o controle do BT e o jogo começa pra valer.

"O coração de Titanfall 2 é mais uma vez o multiplayer, que evoluiu para não repetir os erros cometidos no passado"

Desconsiderando a IA dos inimigos que é muito ruim, a única coisa que é marcante na campanha é a variedade das situações propostas. Muitas vezes, o trabalho não se concentra em tiroteios (um elemento mais fraco deste modo), mas em etapas de plataformas e sequências realmente divertidas. Claro, que não vamos revelar nada para não estragar a surpresa para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de jogar o título da Respawn. No entanto, apesar da adição da campanha, o coração de Titanfall 2 é mais uma vez o multiplayer, que evoluiu para não repetir os erros cometidos no passado. Jogando online, você pode testar suas habilidades em um dos oito modos criados pelos desenvolvedores.

O sistema de progressão online de Titanfall 2 é certamente mais complexo do que o observado no primeiro episódio (que era praticamente ausente) e permite que você possa desbloquear, acumular experiência, novas armas e habilidades para pilotos e Titã. De acordo com os extras que você for desbloqueando, você pode personalizar os diversos loadout, com consequências visíveis nos modelos poligonais (algo muito útil, porque permite que você consiga entender o tipo de adversário contra quem você está lutando, apenas olhando para ele).

As habilidades são muitas e vão desde objetos puramente táticos. Temos também o gancho agora presente e muito útil para superar as dificuldades e facilitar nossa exploração nas paredes. Quanto mais usar as habilidades, mais bônus e opções você pode desbloquear. O processo de diversificação não se limita aos pilotos, mas também envolveu os Titãs, eventualmente, caracterizados por competências muito específicas. Há aqueles projetados para combates mais próximos e aqueles que são devastadores em longo alcance. Cada modelo tem a sua própria dose de armas e opções.

Vale lembrar que durante os jogos online que desempenhei até agora, os servidores não tiveram nenhum problema, em particular, e tudo correu bem, sem grandes fenômenos de lag.

Graficamente falando Titanfall 2 faz o seu dever de casa, propondo vastos mapas cheios de detalhes. A diferença, no entanto, é a caracterização artística de pilotos e Titãs. Alguns efeitos gráficos mostram que estão limitados, um resultado que eu atribuo ao uso de um motor que não é realmente apropriado para a proposta dos desenvolvedores.

Titanfall 2 é um grande título. A simplificação de algumas dinâmicas do episódio anterior (para expandir sua audiência potencial) e a menos verticalidade de mapas pode decepcionar aqueles que amaram à loucura do primeiro episódio da série, mas a qualidade da experiência se manteve excelente. Além de tudo, aqueles que reclamaram da ausência de um modo campanha em Titanfall, podem se deliciar agora em um dos melhores FPS que já joguei até hoje.

Titanfall 2 - Análise Christian Donizete Piloto e máquina se tornam um só. 2016-11-04T01:05:00-02:00 5 5

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