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ReCore - Análise

Jogo pode surpreender e agradar vários tipos de jogadores.

Sabe aquele jogo que você não quer apostar todas as suas fichas, mas sabe que ele vêm chegando e a curiosidade em tateá-lo é cada vez maior? Pois bem, ReCore chegou e agradou.

Com uma equipe pra lá de experiente, com cast de Keiji Inafune e Mark Pacini, o jogo que mistura ação, tiro em terceira pessoa e aventura será lançado hoje e promete atrair um número expressivo de consumidores e uma nova geração de fãs. Tudo porque, além de relembrar alguns importantes títulos do passado, a história de Joule e seu cão robô Dash dão o ar da graça quando voltamos nossa atenção ao drama subentendido no material.

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A história

ReCore é um planeta ocupado pela humanidade depois que um tornado absoluto devastou a Terra. Então você é apresentado ao Dr. Thomas Adams, um cientista que criou diversos robôs, assumindo a posição de quase humanos antes de se revoltarem e trocar suas posições de ajuda para inimigos espalhados no mundo aberto do game.

Por falar em Sandbox, o mapa é amplo e atrai uma comichão em explora-o, valendo a pena experimentar, já que há inimigos diferentes com diversos núcleos especiais.

A lembrança Mega Man

Talvez você não seja tão velho assim para se lembrar dos detalhes da franquia Mega Man como eu e outros old gamers, Mas sabe da importância dele neste universo e o agrado geral provocado pelo robô azul, criado por Keiji Inafune, correto? Agora tente imaginar a força do carisma implantado pelo antigo personagem naquilo que é possível produzir em nossa atual geração?

Além do incremento agregado na vestimenta da nova personagem, que utiliza, inclusive, um jetpack em seus calçados, o game é salpicado com detalhes que remetem ao personagem dos anos 90, com uma clara linha na memória base do jogo, que remete às assinaturas de seus produtores,trazendo de volta o ambiente gostoso de jogar um game assim.

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A mira automática

Sim, jovens ... O jogo tem o recurso de mira automática, não agradando jogadores mais hardcore. Mas visto que o jogo tem um aparato global, ou seja, procura agradar gregos e troianos, além de gamers de qualquer idade e sexo (aliás, durante a BGS, a demo disponível estava repleta de meninas assumindo o comando dos testes), este recurso não atrapalha. Aliás, contribui na criação de estratégias para matar a maior quantidade de inimigos possível, além de combos de ataques diferenciados.

Outra questão é que a arma de Joule trabalha com o sistema de cores, com maior ou menor intensidade nos tiros quando os inimigos também diferem este quesito. Resumindo, robôs de contornos azuis são mais sensíveis aos tiros de projeteis da mesma cor, assim como a cor vermelha, amarela, verde, roxo e neutra. E com as cores, como já era de se esperar, alguns puzzles merecem atenção, fazendo o jogador pensar antes de assumir o resumo da questão, que em sua maioria, dão acesso às portas que conduzem ao andamento do jogo.

Altos e baixos

Vale notar que, como qualquer outro game, há pontos positivos e negativos que devem ser situados. E um ponto importante e mais que positivo é sua dublagem, que ao menos durante nossa jogatina se apresentou fiel e fluente para todos os públicos, engrenando frases mais casuais, principalmente quando a personagem jogável interage com seu amigo Dash.

Já os gráficos mereciam mais atenção no que diz respeito as texturas de cenário, além de nítidos problemas de tearing e slowdowns. Mesmo assim, o jogo vale a pena e se algumas falhas técnicas como estas forem resolvidas em atualizações futuras, o material deixa um ar de quero mais. Ou seja, ele está prontinho para se tornar uma franquia das boas.

ReCore - Análise Rafael Poliszuk Jogo pode surpreender e agradar vários tipos de jogadores. 2016-09-13T07:35:00-03:00 4 5

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