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The King of Fighters XIV - Análise

Temos tudo que um jogo de luta precisa... ou quase.

Os fãs de jogos de luta estão atravessando um período de grandes mudanças dentro do gênero. Com a chegada esmagadora dos esportes eletrônicos, esse nicho está começando a ganhar cada vez mais força, ganhando até mesmo a atenção de emissoras americanas como a ESPN, que transmitiu a última edição do Evo.

Isto ficou evidente com Street Fighter V, que para estar presente na Capcom Pro Tour teve seu lançamento antecipado e gerou diversas reclamações por chegar ao mercado de forma incompleta. É realmente um mercado que está enchendo os olhos dos desenvolvedores e, querendo aproveitar essa oportunidade, a SNK não quis ficar de fora e resolveu trabalhar na série The King of Fighters novamente.

The King of Fighters XIV, no entanto, gerou reações diversas em seu trailer de anúncio, principalmente por apresentar gráficos em 3D ao invés do clássico e admirável gráfico 2D, dando enfase na qualidade e não naquilo que mais impressiona os jogadores. Porém, os modelos poligonais dos personagens apresentam uma animação muito ruim na minha primeira impressão, tendo a sensação que estava diante de um jogo para PS3 e não um jogo para PS4.

Temos a disposição 51 personagens e após testar cada um deles percebi que a qualidade não é tão ruim como foi à primeira vista. Os modelos de alguns personagens apresentam animações realmente convincentes. A impressão é que o jogo foi desenvolvido por diversos estúdios e cada um cuidou de uma parte específica como cenários, personagens e até mesmo a trilha sonora.

Mas deixando um pouco de lado o aspecto técnico, The King of Fighters XIV cumpre bem seu papel como um jogo de luta, no entanto, apresenta um ritmo mais lento em comparação com seu antecessor. Além disso, a execução dos combos oferece mais liberdade, mantendo a jogabilidade frenética. Provavelmente essas mudanças são uma tentativa de atrair novos jogadores e também ganhar seu espaço no mundo do eSport.

Um elemento que se destaca é a inclusão do auto combo, executado pressionando repetidamente o botão de soco fraco, que basicamente permite que você execute combos sem muita dificuldade, em troca de uma produção de dano muito menor do que de a combinação tradicional. Durante os confrontos, você pode contar com a habitual variedade de técnicas normais e especiais, mas no caso de The King of Fighter XIV, os movimentos especiais podem ser realizados agora pressionando dois botões e podem ser executados apenas uma vez ativando modo Max.

Quanto ao resto do jogo, a jogabilidade é a usual de The King of Fighters, com muitas combinações interessantes. No entanto, ao contrário de Street Fighter V, na verdade, o título da SNK se distingue por uma lista de personagens bem caracterizados e diferenciados entre eles.

Antes de aprender a lidar com cada membro do elenco, tanto de forma aleatória e também com uma mentalidade competitiva, você vai ter que investir muitas horas de seu tempo no modo treino. Vale ressaltar que The King of Fighters XIV também possui um modo história, que nos leva a enfrentar uma série de confrontos e depois encarar os dois chefes do jogo como Antonov, por exemplo.

Apesar dos excelentes cenários e uma bela música, KOF XIV deixa um pouco a desejar em sua parte técnica. É um jogo divertido e cheio de conteúdo de qualidade. O elevado número de lutadores, combinado com algumas escolhas de design realmente inteligentes, torna o jogo em um título adequado tanto para iniciantes como para jogadores mais experientes.

Sendo assim, se você é fã da série, não podemos deixar de recomendar essa nova aposta da SNK, principalmente se você é um daqueles que ficaram decepcionados com Street Fighter V.

The King of Fighters XIV - Análise Christian Donizete Temos tudo que um jogo de luta precisa... ou quase. 2016-08-30T22:05:00-03:00 4 5

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