Brasilgamer.com.br

Deus Ex: Mankind Divided - Análise

Temos aqui a evolução que todos esperavam?

Cinco anos após o lançamento de Deus Ex: Human Revolution, os fãs finalmente poderão entrar novamente na pele de Adam Jensen, agora um agente disfarçado e experiente, que terá acesso ao seu novo arsenal e aprimoramentos. Correndo contra o tempo, Adam deve escolher a abordagem correta e em quem confiar para desvendar uma vasta conspiração mundial.

Após os acontecimentos do capítulo anterior, o mundo agora está dividido em duas facções distintas: a dos seres humanos comuns e os avançados, homens e mulheres com partes artificiais cada vez mais invasivas. Nesse momento de crise, é claro, todos querem tirar o máximo proveito para ganhar alguma coisa.

O quadro proposto, de fato, é instável e à beira de uma guerra global, o mundo sofre com ataques terroristas destinados a envolver o maior número possível de pessoas, de qualquer facção. Um dos elementos mais interessantes de Human Revolution foi sem dúvida sua narração, capaz de nos envolver nessas situações futuristas. Mankind Divided melhora ainda mais este aspecto, com foco na experiência e imersão de Jensen em um mundo muito mais vívido e convincente.

"Comparado a Human Revolution, em Mankind Divided temos a sensação de sermos capazes de enfrentar os desafios do jogo de muitas maneiras diferentes."

O trabalho feito pela equipe para alcançar um ambiente credível e cheio de vida é sensacional relatando pessoas assustadas e constantemente sujeitas a verificações de segurança pela polícia, traficantes e contrabandistas nas áreas mais infames e o inevitável crime organizado que deseja sempre expandir seu território à custa de tudo e de todos.

Neste tipo de ambiente, o jogador precisa lidar com uma situação delicada e escolhas difíceis, e nesta nova missão, Adam pode tomar dois caminhos muito diferentes. Nenhum dos dois caminhos é completamente bom ou ruim, mas em ambos os casos teremos que assumir os riscos. Para não revelar qualquer tipo de spoiler dentro do enredo, só gostaria de destacar que Adam Jensen em determinado momento é forçado a reiniciar suas atualizações (em desenvolvimento a partir do zero), descobrindo que possui um número de habilidades experimentais escondidas em seu corpo. Com isso diversas perguntas surgirão e ao longo do caminho, o agente vai tentar encontrar uma resposta para todas estas perguntas.

Essa abordagem no enredo serve principalmente para justificar a adição de novos talentos que poderemos aprender através da árvore de habilidade habitual. O interessante é que os talentos experimentais não podem ser ativados ao mesmo tempo, mas devem ser escolhidos com cuidado para evitar a sobrecarga do sistema. Esse limite, no entanto, pode ser superado através do preenchimento de uma missão específica.

Entre outras inovações está a possibilidade de violar qualquer tipo de aparelho eletrônico - mesmo à distância - para criar uma série de itens de consumo, utilizando as peças e componentes recolhidos no jogo e, acima de tudo, para mudar de arma e se enquadrar às suas necessidades. Comparado a Human Revolution, em Mankind Divided temos a sensação de sermos capazes de enfrentar os desafios do jogo de muitas maneiras diferentes, sem estar preso a apenas um único jeito. Dependendo dos power-ups ativados, armas, e a abordagem das escolhas do jogador, as missões podem ser concluídas de maneiras completamente diferentes.

Em comparação com o título anterior, desta vez, o desenho dos ambientes melhorou muito. Cada cidade é totalmente caracterizada por uma atmosfera única que faz com que as horas gastas em seu interior sejam muito agradáveis. Tecnicamente falando, o trabalho realizado pela equipe é muito bom, mesmo que a versão para PS4 (utilizada para este review) demonstre alguns problemas, que apesar de não atrapalhar a experiência, não é o ideal para um título desse porte.

Em outras palavras Mankind Divided é um ótimo jogo que possui alguns defeitos e imperfeições que podem facilmente serem corrigidas através do feedback dos jogadores. No entanto, os entusiastas que curtem um estilo cyberpunk irão se sentir bem a vontade aqui. O jogo também inclui um novo modo de jogo intitulado Breach. Esta nova visão sobre o jogo oferece pela primeira vez uma abordagem arcade à jogabilidade de Deus Ex: Mankind Divided, entregando aos jogadores uma experiência diferente de puzzle e shooter. Apesar de ser divertido e bem difícil, esse modo vai atrair a atenção dos jogadores mais competitivos.

Deus Ex: Mankind Divided - Análise Rodrigo Spinetti Temos aqui a evolução que todos esperavam? 2016-08-25T00:05:00-03:00 4 5

Comentários (2)

Os comentários estão agora fechados. Obrigado pela sua contribuição!

  • Carregando...