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INSIDE - Análise

Uma fascinante viagem para o desconhecido.

O novo projeto dos criadores de LIMBO chega ao Xbox One. Batizado de INSIDE e carinhosamente chamado qui na redação de "LIMBO colorido", o jogo nos coloca em um mundo absolutamente sombrio. E não se trata de qualquer jogo de plataforma com quebra-cabeças. Cada passo é cheio de angústia e aflição, onde você irá encontrar obstáculos totalmente inesperados, desde escapar de cães raivosos até investigar o experimento científico em si. INSIDE é uma jornada absolutamente única - assustadora, inteligente, confusa e gratificante, tudo isso ao mesmo tempo.

Como em LIMBO, o protagonista é mais uma vez uma criança. Obviamente assustada e desorientada, movendo-se cautelosamente em uma floresta, evitando guardas que por algum motivo estão a sua caça. Você chega ao pé de um complexo industrial gigante sem respostas, mas com uma carga ainda mais pesada de perguntas e questões não resolvidas.

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Parasitas que controlam corpos em decomposição, um complexo inteiro submerso na água, seres catatônicos que são manipulados mentalmente usando capacetes especiais, tudo isso parece testemunhar o improvável mash-up de numerosos pesadelos distópicos. No entanto, não há nenhuma desarmonia. O cenário e o universo fictício mantém uma consistência perfeita, onde sua credibilidade será atormentada até o final.

Aqui não há cut-scenes ou diálogos. As imagens falam por si e formam um mundo que, naturalmente, não deve ser explicado. Apesar da ausência total de características faciais, sentimos o horror e a dor física do protagonista, forçado a testemunhar um rastro de horrores em busca da sua fuga, ou talvez algo ainda mais aterrorizante que está escondido em algum lugar, talvez no coração desta fábrica que guarda segredos e monstruosidades de todos os tipos.

Uma das semelhança com LIMBO: a jogabilidade é baseada quase inteiramente sobre a filosofia de tentativa e erro. Ao promover uma abordagem um pouco mais clara, muitas vezes o jogo esconde armadilhas que não podem ser neutralizadas na primeira tentativa. Os cães são mais rápidos que o protagonista, os mecanismos pelos quais desbloqueamos uma passagem podem gerar um efeito dominó mortal, o aparecimento súbito de guardas também pode custar caro.

O nível de desafio proposto exige o uso do cérebro, mas não é nada insuperável, nem particularmente complicado. Comparado a LIMBO, INSIDE é um pouco mais fácil, tornando o foco do jogo não tanto nos quebra-cabeças, mas também na história envolta em mistérios. A jogabilidade, no entanto, oferece situações diferentes, em termos de variedade, que se destaca de seu predecessor. Às vezes é necessário uma certa taxa de precisão nos saltos, em outros pontos devemos correr como um louco para escapar dos guardas. Seções longas debaixo da água se alternam com fases em que devemos ativar ou desativar máquinas enormes para desbloquear a estrada.

No entanto, é no interior onde o jogo mostra seu limite, não difere em nada de LIMBO, principalmente em termos conceituais. Não inova, nem propõe uma evolução do que já vimos antes. Em muitos casos isso seria um fator importante para uma rejeição de INSIDE, mas temos aqui uma produção altamente recomendada para aqueles que amaram LIMBO. INSIDE é uma fascinante viagem para o desconhecido, porém no final você verá que essa viagem valeu a pena.

INSIDE - Análise Christian Donizete Uma fascinante viagem para o desconhecido. 2016-07-05T11:45:00-03:00 4 5

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