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Uncharted 4: A Thief's End - Análise

Nathan Drake conclui sua aventura com grande estilo.

Uncharted 4 irá levá-lo através de uma aventura intensa e gloriosa, onde na minha opinião, todos deveriam ter a chance de experimentar.

O tão aguardado Uncharted 4 chega ao console da Sony pelas mãos de um dos estúdios mais respeitados da indústria. Uncharted chega sendo a grande aposta para 2016 e agora é hora de verificarmos se todo o hype e todo o prestígio da Naughty Dog foram colocados à prova.

A nova aventura de Nathan Drake foi escrita com o objetivo de dar um final apropriado para uma saga épica que tem encantado milhões de jogadores em duas plataformas diferentes. O protagonista desta maravilhosa saga entrou nos corações de todos aqueles que viveram belas aventuras entre saltos, escaladas, tiroteios e combates, encontrando personagens sólidos e sempre convincentes. E como já era de se esperar Nathan Drake nos presenteia com um final que com certeza vai dividir o público.

Em Uncharted 4 emerge firmemente a mão de Neil Druckmann. Seu toque é evidente em cada diálogo, cada olhar e até mesmo nas cenas sem ação em que os personagens vivem momentos simples, relaxados, mas ao mesmo tempo cheio de sentimentos.

Uncharted 4 acontece 3 anos após os acontecimentos de Uncharted 3, com Nathan Drake tendo uma mudança drástica na sua vida, onde acaba indo parar em Madagascar em busca de uma colônia fundada por piratas na companhia do seu irmão mais velho Sam. O enredo é sólido, atraente e bem escrito, e suga o jogador em um mundo vivo e real. Isto é acompanhado por uma atenção obsessiva aos detalhes que podem fazer até mesmo a sequência mais imprudente ser algo incrível.

Alguns dos temas são tão íntimos e pessoais que cada jogador vai jogar suas respectivas sequências de uma forma única, dando-lhe um peso e um significado relacionado com as experiências de vida. A imersão das fases exploratórias, plataforma, tiroteios e combates, foi revisto e oferece agora excelentes resultados. Os ritmos são interligados perfeitamente com a narrativa, algo que faz diferença em um jogo desse porte.

Durante toda a duração da aventura Nathan e Sam (mas também os outros personagens que irão acompanhá-los), tem conversas de todos os tipos, onde podemos observar a construção de uma relação em constante mudança do começo ao fim da aventura. Depois de serem separados por tanto tempo, os dois irmãos têm muito o que falar, e não podem esperar para retomar seu relacionamento interrompido abruptamente no passado.

Assista ao trailer de Uncharted 4 exibido no The Game Awards 2015

Em alguns capítulos a liberdade de circulação é realmente incrível para um jogo deste tipo, tanto que às vezes quase parece que estamos em um mundo aberto. No entanto, esta é uma simples ilusão ditada pelo design de ambientes mais vastos. Explorando os cenários de Uncharted 4, fiquei fascinado pela quantidade e qualidade de detalhes, mesmo nos cantos mais escondidos e de difícil acesso. Algumas cenas na Escócia ou Madagascar são de cair o queixo.

As sessões no jipe, por exemplo, são muito divertidas e nos força a estudar detalhadamente o vasto mapa do jogo para coletarmos tesouros em áreas escondidas. Mas Uncharted também oferece quebra-cabeças, e até mesmo a partir deste ponto de vista, o jogo supera nossas expectativas, propondo situações onde você precisa combinar a capacidade atlética de Nathan e sua atenção ao que acontece ao seu redor.

Em mais de uma ocasião você será forçado a ver o diário inevitável do protagonista em busca de pistas com as quais conseguirá resolver os enigmas daquele momento. Anotações de Nathan são sempre brilhantes, e eficazes para juntar as peças dos diversos quebra-cabeças que você encontra ao longo do caminho. Uncharted 4 oferece uma longevidade alta, onde para terminar o modo single player você vai precisar de cerca de 14 horas, encontrando mais da metade dos tesouros escondidos.

Apesar do nível de qualidade ser excelente, no entanto, graficamente Uncharted 4 não é perfeito. Em algumas sequências você vai notar algum atraso no carregamento de algumas texturas. No entanto, considerando o impacto geral do jogo, é algo que não afeta a qualidade da experiência, mas também poderia ser evitado.

Concluindo o modo história temos o modo multiplayer, que no momento da avaliação não estava disponível e por isso não tivemos acesso. Mas como já citamos em outras ocasiões, você vai escolher a sua própria classe (com equipamento específico) e descer no campo de batalha para derrubar os inimigos ou para completar o objetivo do modo selecionado.

No geral, é claro que Uncharted 4 vai agradar a grande massa detentora de um PS4, mas não vai impactar da mesma maneira que ocorreu com o primeiro capítulo. O jogo impressiona, mas não mais como antigamente. Isso porque é o mínimo que esperamos de um título como esse. Sendo assim, Uncharted 4 irá levá-lo através de uma aventura intensa e gloriosa, onde na minha opinião, todos os jogadores deveriam ter a chance de experimentar.

Uncharted 4: A Thief's End - Análise Christian Donizete Nathan Drake conclui sua aventura com grande estilo. 2016-05-05T09:58:00-03:00 5 5

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