Brasilgamer.com.br

Quantum Break - Análise

O tempo está literalmente em suas mãos.

Finalmente Quantum Break chegou ao Xbox One e após alguns adiamentos e o anúncio de uma versão para PC, o ambicioso título da Remedy tem a chance de mostrar que o tempo extra foi realmente necessário para oferecer uma experiência marcante, nesse que é um dos títulos mais aguardados na plataforma da Microsoft.

Podemos dizer que Quantum Break é um jogo, com partes em live action e um grande elenco, como Shawn Ashmore no papel do herói Jack Joyce, Aidan Gillen como o vilão Paul Serene e Dominic Monaghan como o irmão genial de Jack. Quantum Break é repleto de histórias, personagens ricos e as reviravoltas dramáticas típicas da Remedy Entertainment. Escolhas no jogo afetarão o resultado da fusão entre o jogo e a série, ilustrando uma história que pode ser percebida de diversas formas; jogue para entender os heróis, assista para conhecer os vilões.

Uma premissa interessante e, é claro, em torno do tempo. O que podemos fazer quando temos essa vantagem? Como isso influenciaria o mundo? O caos poderia ser evitado, ou deve ser mantido? Questões que podem e vão influenciar tudo o que acontece em Quantum Break, onde a Monarch Corporation, uma instituição que está envolvida em um conflito secreto, quer determinar como será o futuro.

Como já citamos anteriormente, nós vamos entrar na pele do herói Jack Joyce que acaba se envolvendo em um experimento secreto liderado por Paul Serene. Esse experimento de alguma maneira acaba afetando ambos, onde Jack e Paul percebem que são capazes de manipular um curto espaço de tempo, gerando assim, um conflito imediato, onde quem tomará as decisões será você.

O início de Quantum Break mostra logo de cara a assinatura da Remedy. Estamos definitivamente diante de um jogo de tiro em terceira pessoa, mas temos um adicional que é a capacidade de manipular o tempo. Até ai nada muito inovador, mas isso não é tudo. Além de sermos capazes de parar o tempo por um curto período, podemos acelerar o mesmo para obter alguma vantagem. Além disso, é possível encontrarmos rupturas que revelam acontecimentos de um passado recente, nos dando pistas do que fazer e para onde seguir.

Durante um tiroteio essa capacidade de controlar o tempo, por menor que seja, pode realmente salvar sua vida. Parar o tempo nos dá a opção de dispararmos uma rajada de balas em direção aos inimigos. Ou porque não avançar o tempo e sair da zona de tiro para ficar simplesmente nas costas de seus oponentes. São ações rápidas, que podem ocasionar manobras ofensivas ou evasivas. O controle do tempo também vai nos ajudar a resolver inúmeros puzzles. Parar uma máquina em constante movimento para servir de apoio ou voltar o tempo alguns segundos para reconstruir um local que acabou de ser destruído para servir de ponte, são apenas alguns exemplos do que podemos fazer.

Mais sobre Quantum Break

Claro que durante a jogatina vamos adquirindo pontos que poderão aprimorar as habilidades de Jack. Sempre que conquistarmos esses pontos é possível pausar o jogo e decidir como melhorar cada uma delas. No entanto, ao final de cada missão somos colocados em uma situação que o jogo chama de bifurcação. Aqui devemos tomar uma decisão. O jogo oferece duas opções e também permite a possibilidade de assistirmos uma prévia de cada uma delas antes de decidir. Após isso devemos ir em frente e escolher um caminho, é ai que entra a live action.

Após sua decisão o jogo apresenta uma live action, onde podemos observar a perspectiva de outros personagens e como eles estão inseridos dentro da trama. Essa foi uma sacada muito inteligente da Remedy e acrescenta muito conteúdo ao enredo, algo que não seria possível através de um gameplay. No entanto, essas live actions também podem ser um fator de questionamento para alguns jogadores, que podem dizer simplesmente o seguinte: Eu paguei para jogar e não para assistir o jogo.

Realmente algumas live action são longas (cerca de 22 minutos), mas na minha opinião acrescentam vida a trama e não me incomodam. É uma proposta que a Remedy sempre deixou bem clara desde o início, mas não quer dizer que vai agradar a todos.

Quantum Break é um jogo que vai inspirar muitos a utilizar o fator replay. O que aconteceria se minha decisão fosse diferente? Diversos jogos oferecem isso, mas Quantum Break oferece isso com uma super produção. As cenas gravadas são dignas de qualquer filme de ação que se preze. Por isso a curiosidade vai falar mais alto com toda a certeza. Sem contar que o jogo é dublado em português, sendo um ponto extremamente positivo para inserir qualquer jogador dentro da história.

Durante o gameplay temos uma jogabilidade simples. A inteligência artificial dos inimigos não é das melhores e não oferece uma dificuldade desafiadora. Na maioria dos casos, o jogador não vai enfrentar problemas para progredir. Outro ponto, que apesar de não ser algo crucial, mas vale a pena mencionar é a movimentação do personagem. Movimentar o personagem não é um problema grave, mas na minha opinião poderia ser melhor.

O analógico é bem sensível, onde um leve movimento faz com que Jack ande normalmente e um movimento mais brusco inicia uma corrida. Um ponto negativo aqui é que quando somos obrigados a seguir alguém é um jogo de paciência. Andar muito devagar nos deixa para trás e correr nos obriga a esperarmos nosso aliado adiante. Isso obriga você a gerenciar uma simples caminhada, algo que poderia ser facilitado simplesmente deixando o analógico apenas com a função andar e utilizar qualquer outro botão para corrermos.

Graficamente o jogo é lindo. Oferece ambientes detalhados e um sistema de iluminação sensacional. Os personagens também tiveram uma atenção especial. Todos são baseados em atores reais, que entram em cena durante as live actions, por isso, a maioria dos atores foram renderizados para o jogo e a riqueza de detalhes, como também suas expressões faciais, são excelentes.

Podemos dizer que Quantum Break é uma série de TV, que anda de mãos dadas com o nosso progresso no jogo, nos permitindo ver as coisas do lado oposto, ou seja, através dos olhos do vilão. Posso dizer que a Remedy levou muito TEMPO para pensar em tudo, precisou de mais TEMPO ainda para colocar tudo em prática, e tudo para que você se divirta o TEMPO suficiente com esse novo projeto.

Dito isto, podemos concluir que Quantum Break oferece essa proposta ambiciosa que a Remedy sugere. Não está livre de erros e apesar de ser um jogo que chama a atenção devido a inserção de live actions vai dividir opiniões. Mesmo assim não deixa de ser um titulo recomendado. O jogo chega no dia 5 de abril. Dessa forma, falta pouco TEMPO para que você tire suas próprias conclusões e decida o futuro de Jack Joyce.

Quantum Break - Análise Christian Donizete O tempo está literalmente em suas mãos. 2016-04-01T05:01:00-03:00 4 5

Comentários (37)

Os comentários estão agora fechados. Obrigado pela sua contribuição!

  • Carregando...