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Dying Light - Análise

Mais uma vez temos que sobreviver a população de mortos-vivos.

Durante o dia, os jogadores atravessam um ambiente urbano expansivo invadido por um surto vicioso, onde é possível elaborar armas para se defender contra a crescente população infectada. À noite, o caçador se torna caça, com os infectados muito mais agressivos e mais perigosos. Os predadores que aparecem após o anoitecer são os mais assustadores. Dessa forma, os jogadores devem usar tudo ao seu redor para sobreviver até a primeira luz do dia.

Essa é a ideia que Dying Light oferece aos jogadores, um jogo em um mundo aberto que é perigoso durante o dia, mas pode ficar ainda pior ao anoitecer, ou seja, a Techland oferece novas regras que ditam a maneira correta para que seja possível sobreviver nesse caos, onde somos forçados a correr, saltar e subir em locais altos para não sermos a próxima vítima.

A doença já atingiu a maior parte da população, incluindo o protagonista Kyle Crane, que depois de uma rápida adaptação às novas mecânicas de parkour deve se locomover sem problemas pelos telhados da cidade, a fim de recuperar recursos, completar missões e se livrar de infectados, na busca pelo Antizin, a única substância capaz de adiar a transformação dos sobreviventes em zumbis permanentes.

O enredo não é dos mais originais, onde estamos perante a uma propagação descontrolada de um vírus, mas a narrativa vai sempre tentar surpreender e evolver o jogador para que possamos sempre buscar alternativas para nos manter a salvo dessa epidemia. Vale lembrar que o jogo está localizado em português e como a narrativa tem um papel fundamental na tentativa de nos manter inseridos dentro do contexto, a dublagem faz o seu papel muito bem aqui.

Bem... é hora de sair pra rua em busca de recursos e durante o dia os telhados serão seu maior aliado, já que os infectados não sobem nos prédios. O que não é garantido ao anoitecer, já que durante a noite eles ficam mais expertos. No início do jogo seu arsenal é composto pela sua habilidade de se locomover e armas rudimentares como pedaços de pau e martelos, que foram abandonado pelo caminho. Ao longo do jogo, conforme vamos realizando nossas missões, nosso personagem vai adquirindo pontos de experiência que podem ser aplicados para melhorar sua capacidade de força, sobrevivência e agilidade.

A sobrevivência nos dá habilidades úteis para construir bombas, reparar armas, usar vários tipos de armadilhas e, no geral melhorar a adaptabilidade de Crane em diversas circunstâncias. Agilidade engloba uma série de movimentos acrobáticos úteis para evitar os zumbis como chutes e esquivas, enquanto a força derivada obviamente de técnicas muito diretas, deixam claro para os infectados quem é que manda aqui. Em relação as armas de fogo, vamos ter que contar com a sorte para conseguir algo que nos ofereça munições generosas para combater nossos inimigos.

Nossas armas podem ser reparadas um número limitado de vezes e podemos utilizar objetos para construção de machados, picaretas e muito mais. Esses objetos com os quais podemos construir nossas armas, felizmente estão em abundancia pela cidade e vamos encontra-los em lojas abandonadas, residências, carros e até mesmo latas de lixo. Qualquer tipo de peça pode ser útil e não deve se descartada.

Como citamos no início, durante o dia as coisas são tranquilas, mas a noite tudo muda de figura. Durante o dia os infectado são praticamente inofensivos, mas depois de algumas horas com o pôr do sol, eles ficam mais agitados e qualquer ruído pode ser detectado.

Dying Light - Trailer de lançamento

Além disso, eles também ficam mais ágeis, letais e realizam escaladas. Existem também infectados gigantes, que apesar de lentos, são mais difíceis de serem abatidos. Para evitar ser morto durante a noite a melhor saída é permanecer nos abrigos, a não ser que suas habilidades de sobrevivência permitam que você se aventure pelas ruas escuras. Além dos infectados, outros grupos sobreviventes também irão disputar por recursos. Aeronaves sobrevoam a cidade esporadicamente, deixando cair caixas de auxílio que se tornam imediatamente alvo de outros sobreviventes.

O mutiplayer mantém o fluxo normal do jogo, onde podemos criar partidas privadas, abertas apenas aos amigos ou para o público. Aqui podemos optar em sermos humanos ou zumbis e o objetivo é destruir o ninho dos infectados antes que nosso grupo seja eliminado.

Graficamente o visual do jogo é fantástico e apresenta detalhes incríveis. Quando estamos em locais altos somos presenteados com uma visão sensacional. O motor gráfico não está livre de falhas, principalmente quando está sobre grande carga de stress, mas isso é algo que será avaliado com mais precisão pela Digital Foundry. Na maioria das vezes os gráficos demonstram estabilidade e não comprometem a experiência geral.

Podemos concluir que a Techland fez um bom trabalho com Dying Light e o elemento parkour se torna um diferencial aqui. Estamos em um jogo de sobrevivência localizado em um mundo aberto que não nos oferece um enredo tão original, mas que vai divertir a maioria dos jogadores, que se empolgam, quando o assunto é eliminar mortos-vivos.

8 / 10

Dying Light - Análise Rodrigo Spinetti Mais uma vez temos que sobreviver a população de mortos-vivos. 2015-02-01T09:00:00-02:00 8 10

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