Brasilgamer.com.br

The Crew - Análise

Aceleramos no MMO da Ubisoft.

The Crew chegou aos consoles com a promessa de oferecer uma verdadeira experiência MMO para os jogadores amantes da velocidade. Uma experiência que a Ubisoft deixou claro que só seria plena com o lançamento oficial do jogo, por isso ninguém da imprensa especializada recebeu o título antecipadamente. Agora com o jogo em mãos chegou a hora de acelerar e entender qual foi a real proposta imposta pela produtora.

Estamos diante de um jogo de mundo aberto e particularmente diante de um mapa imenso, e diria até exagerado. A ideia com esse mapa enorme talvez seja para evitar a sensação de repetição e durante vários dias de corrida cheguei a conclusão que isso realmente não ocorre aqui, pelo menos em cenários fora das áreas urbanas.

No entanto, esse grande ambiente não oferece gráficos consistentes, nos mostrando cenários com baixa qualidade na maior parte do tempo. Isso porque o foco é dedicado ao veículo e não ao que está ao nosso redor. Claro, que em alta velocidade essa percepção diminui e esconde o problema, mas infelizmente eles estão presentes, mas não é só isso.

Devido a extensão do mapa e após passar algum tempo com o jogo fica óbvio que The Crew tem limitações técnicas, onde começamos a perceber ambientes vazios e um tráfego estático. A IA que gerencia os NPCs também não é das melhores, mesmo quando se trata da polícia, onde em várias ocasiões somos ignorados e não chamamos a atenção dos guardas de jeito nenhum.

O mapa em si não está literalmente vazio, onde é possível descobrirmos uma infinidade de peças de outros veículos e também outros aspectos fundamentais para um jogo de condução. Mas independente de suas pretensões é muito fácil se deslocar pelo mapa em busca de alguma tarefa.

"Cada missão pode conceder peças correspondente a níveis de bronze, prata e ouro, mas para obter as melhores peças, temos que tentar de novo e de novo para evoluir gradualmente o carro"

The Crew - Trailer Playground legendado

Realizando missões dentro do jogo, conquistamos peças para melhorar nosso carango, mas não encontramos peças suficientes para montar um carro que ofereça um bom desempenho. Cada missão pode conceder peças correspondente a níveis de bronze, prata e ouro, mas para obter as melhores peças, temos que tentar de novo e de novo para evoluir gradualmente o carro. Para piorar ainda mais nossa vida, temos as medalhas de platina que podemos conquistar depois de alcançar o nível 50, o que requer refazer praticamente todos os desafios para obtermos as melhores peças.

Honestamente a história principal não oferece atrativos suficientes para continuarmos nossa jornada, dessa forma, saltar para o componente PvP é a melhor opção. Algumas missões são frustrantes e sem nenhum tipo de inspiração. Outro fator que desmotiva o jogador a continuar realizando missões single-player são os ganhos, que neste caso são extremamente baixos. As coisas mudam de figura no multiplayer, e isso é bom, porque os carros são muito caros, assim como os itens para personalização.

O sistema de personalização é bem variado e dificilmente vamos encontrar dois veículos iguais. É possível personalizar sua aparência, escolher entre centenas de cores, elementos decorativos e até mesmo alterar algumas peças do interior do carro. Mas independente do que é feito, essa personalização não reflete no comportamento do veículo, onde o modelo de condução utilizado aqui mostra nitidamente que é limitado.

The Crew - Trailer da personalização

As diferenças entre os veículos não estão destinadas ao modelo e motor, mas em aprender a controlar o carro por meio de diversos parâmetros de condução que podem ser desativados. No entanto, desativar o auxílio automático oferece uma vantagem para os jogadores que preferem seguir o caminho mais fácil. Definitivamente só vai deixar as coisas mais difíceis e não mais realistas neste caso.

No multiplayer podemos progredir com nosso personagem e nosso carro, ganhando pontos de experiência e créditos muito mais rápido que na história principal. Os desafios podem ser públicos ou privados e podem ser realizados através de facções ou simplesmente todos contra todos. Em ambos os casos até 8 jogadores podem competir simultaneamente. Na minha opinião, o conceito de grupo aplicado em The Crew, ou seja criar uma gangue de 4 jogadores contra outros quatros, não faz muito sentido aqui e também nenhuma diferença no contexto geral da experiência.

Sendo assim, quando o projeto foi anunciado pela Ubisoft, realmente ficou claro que era algo ambicioso, mas não parecia algo impossível para a nova geração de consoles. No entanto, ficou claro que a ambição desse projeto ficou no papel e talvez viesse a dar resultados em um futuro não muito distante. Ou seja, neste presente momento, The Crew é mais um jogo de condução que vai divertir os jogadores, mas não oferece nada de diferente de seus atuais concorrentes.

6 / 10

The Crew - Análise Rodrigo Spinetti Aceleramos no MMO da Ubisoft. 2014-12-18T08:00:00-02:00 6 10

Comentários (4)

Os comentários estão agora fechados. Obrigado pela sua contribuição!

  • Carregando...