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The Evil Within - Análise

A nova criação de Shinji Mikami quer resgatar a tradição dos jogos survival horror japonês.

Um velho clássico contado de uma forma diferente.

Resident Evil é um dos jogos mais respeitados que passaram pelas mãos de Shinji Mikami. Agora o mesmo Mikami está de volta para nos mostrar sua mais nova criação, que é também baseada no gênero de horror e sobrevivência e intitulado como The Evil Within. O jogo foi desenvolvido em parceria com a Bethesda e a Tango Gameswork, onde o principal objetivo é resgatar a tradição dos jogos survival horror japonês que estão relativamente em baixa ultimamente.

O enredo retrata a vida de um detetive chamado Sebastian e seu parceiro, que chegam a uma cena de um assassinato em massa horrível, onde uma poderosa força misteriosa está aguardando por eles. Testemunhando o assassinato de colegas policiais, um após outro, Sebastian é então atacado e perde a consciência. Ele acorda em uma terra onde os monstros estão vagando e Sebastian precisa lutar contra todos em seu caminho através de um mundo macabro, a fim de entender o que está acontecendo. Sendo assim, deve enfrentar seus medos para sobreviver em uma jornada para descobrir o que está nas sombras dessa força misteriosa.

Dá pra imaginar com essa premissa que nossa tarefa não será nada fácil, onde em primeiro lugar aprendi que a munição disponível nunca será suficiente para eliminar os inimigos que rondam por toda a área. Dessa maneira a melhor saída é sempre surpreender o oponente em silêncio para conseguir poupar o máximo possível nossos recursos, enquanto estudamos o ambiente em busca de armadilhas.

Também aprendi da pior forma que ataques inimigos causam muitos danos, independente do nível de dificuldade, por isso se defender é vital para sua sobrevivência. Além de armas comuns como pistolas e espingardas, temos a disposição uma arma que pode lançar arpões e diversos tipos de dardos. Felizmente podemos sempre melhorar algumas características de nosso protagonista para facilitar nossa vida durante as batalhas. Em relação aos monstros de The Evil Within, os mesmos se movem e atacam em grupo, o que torna tudo mais difícil dependendo do número de oponentes que precisamos enfrentar.

Mais sobre The Evil Within

Os combates baseados em lutas corpo-a-corpo nos obrigam a evitar o ataque a qualquer custo, principalmente contra chefes de fase, que geralmente correm em nossa direção. Após um tempo eles param e ficam sem ação. Nesse intervalo temos a oportunidade de contra-atacar até conseguir derruba-lo de vez. Depois devemos queima-los para concluir nosso feito. Como acontece em RE seremos obrigados a resolver alguns puzzles em The Evil Within, onde devemos encontrar algum item que está faltando solucionar o problema e então ser capaz de seguir em frente.

The Evil Within - Trailer Every Last Bullet

A impressão que eu tive é que o jogo é uma mistura entre Resident Evil e Silent Hill com passagens constantes do real para o sobrenatural, distorcendo sempre a nossa realidade. Obviamente todos sabemos que bons jogos de terror apresentam monstros cambaleando, meninas com cabelos compridos vindo em nossa direção, máquinas de tortura, salas com ambientes perturbadores e sangue em todo o lugar. Características que Mikami conseguiu inserir de forma gratificante em The Evil Within.

Para garantir bons resultados, vamos encontrar também, além de um ambiente bem apropriado, gráficos limitados, mas bem elaborados, efeitos sonoros excelentes e perseguições que garantem total tensão até mesmo para os jogadores mais experientes. O que pode quebrar um pouco o ritmo é o fato de Mikami claramente utilizar técnicas antigas que não ajudam mais nos dias de hoje como por exemplo, apertar um botão para subir uma escada ou abrir uma porta, sempre através de uma animação muito lenta, mesmo quando você está sendo perseguido, ou até mesmo uma certa dificuldade em se movimentar por diversas vezes devido a algumas falhas do sistema de controle.

Por diversas vezes fiquei desorientado e também me senti perdido pela falta de informação disponível, onde é difícil até mesmo encontrar informações sobre nosso próprio objetivo. O mesmo acontece durante a batalha contra um chefe, onde nada vai ajudar você a entender o que fazer ou para onde ir. Vale ressaltar também que o jogo é salvo em momentos distantes um do outro, nos forçando a repetir várias cenas novamente até alcançarmos nosso último objetivo.

The Evil Within - Trailer de lançamento

Terminando a história principal, The Evil Within não oferece novas opções. Para um jogo que pode ser concluído em 5 horas isso pode ser um pouco frustrante. No entanto, o tempo pode se estender se você for um jogador dedicado e quiser desbloquear todos os troféus ou conquistas do jogo.

Posso dizer que definitivamente estamos perante a nova criação de Shinji Mikami, um jogo cativante apesar de alguns problemas, mas que vai agradar os jogadores mais antigos deixando claro sua falta de adaptação aos tempos modernos. É um velho clássico contado de uma forma diferente, onde o principal objetivo é manter o jogador tenso e sempre em estado de alerta. Se você é fã do gênero, The Evil Within é um jogo que eu recomendo, seja você um admirador do trabalho de Mikami ou não.

8 / 10

The Evil Within - Análise Christian Donizete A nova criação de Shinji Mikami quer resgatar a tradição dos jogos survival horror japonês. 2014-10-15T08:00:00-03:00 8 10

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