Thief - Análise

Mãos ao alto!

Com a opção de abordarmos o jogo de várias maneiras Thief mostra que a espera dos fãs valeu a pena.

Os fãs de Thief aguardam por um novo jogo a mais de dez anos, e agora finalmente a espera acabou. No papel de Garrett o jogador vai entrar na pele de um ladrão que é dotado de algumas habilidades especiais e vai se infiltrar em meio a uma cidade rodeada de guardas e, é claro, de muitos objetos valiosos.

O jogo se passa em uma cidade denominada apenas de City. Possui um estilo gótico do passado e é construída com base em diversos labirintos, além de ruas e algumas vielas. Garrett realmente é um ladrão experiente que ganhou confiança naquilo que faz após anos saqueando e se movimentando silenciosamente pela cidade. Podemos dizer que ele conhece muito bem os locais por onde se aventura.

Logo no início percebemos que a cidade está em uma tensão social, uma vez que é assolada por um tirano político conhecido como o Barão. Isso obriga nosso protagonista a evitar qualquer tipo de contato com ele ou qualquer um do seu bando com o objetivo de descobrir o que realmente está acontecendo.

O sistema de controle é bem simples e vamos lidando melhor com isso a medida que vamos progredindo no jogo e se acostumando com o que devemos fazer. Praticamente devemos mover Garrett silenciosamente pela cidade correndo e saltando automaticamente os obstáculos apenas pressionando o gatilho superior esquerdo, onde o gatilho inferior serve para acionar o modo stealth e para mover Garrett agachado.

Um tutorial vai ensinar todos os passos e dicas durante o jogo, principalmente em relação a iluminação do ambiente que pode projetar sua sombra para uma direção que você não queira. Até mesmo poças de água e cacos de vidro no chão podem revelar o seu local aos inimigos, por isso, todo o cuidado é pouco.

Enquanto Garrett se movimenta ele possui um nível de visibilidade que mostra se ele está exposto ou não. Existe um círculo na tela na parte inferior com um indicador de fumaça de ambos os lados. Se a fumaça for negra, Garrett está a salvo, se for branca, ele está completamente exposto. Vale ressaltar que a ação é em primeira pessoa na maioria do tempo, embora, por algumas vezes, a visão muda para a terceira pessoa para que possamos ter uma melhor visão de Garrett.

Thief oferece também uma proposta diferente ao jogador, que é a capacidade de chegar ao final do game sem matar ninguém. "Cada caminho terá uma série de desafios, encontros e oportunidades. As opções de dificuldade permitem que a experiência seja adaptada para os fãs hardcore dos primeiros jogos e também que os novatos se divirtam", conforme um comunicado da própria Eidos.

Mas quem preferir ser mais agressivo poderá contar além do gancho de Garrett, com alguns brinquedinhos como um arco-e-flecha, muito útil para criar ambientes de fumaça e seu poderoso bastão, que serve para derrubar seus oponentes sem ser percebido, ou criar barulhos para distrai-los.

Cada missão traz seu objetivo marcado no mapa e também os objetos com os quais podemos interagir. Toda a campanha é muito linear, mesmo que em determinados momentos possamos chegar ao mesmo lugar por diferentes caminhos. A ideia é sempre ser oportuno com aquilo que temos em mãos e se locomover pelas ruas e telhados sem chamar a atenção dos guardas, sempre observando qualquer local acessível que possamos entrar em busca de objetos valiosos.

É claro, que os objetos mais valiosos serão sempre os mais protegidos. Para se dar bem é aconselhável nesses momentos utilizar o "modo de concentração". Esse modo destaca alguns objetos aos quais podemos interagir e conforme vamos ganhando novos pontos de concentração desbloqueamos novas habilidades que poderão ser utilizadas mais adiante. Entre as habilidades podemos ativar nossa percepção que revela ruídos emitidos por possíveis ameaças e também nossa destreza que revela saques mais evidentes em caso de furto.

Novo vídeo gameplay de Thief

Os inimigos do jogo reagem como em qualquer outro jogo furtivo, ou seja, são alertados com quaisquer ruídos, como também é muito fácil passar a poucos centímetros sem ao menos sermos percebidos. No geral o grau de dificuldade é bom e podemos sempre revisitar o jogo com níveis de dificuldade superiores.

"Os inimigos do jogo reagem como em qualquer outro jogo furtivo, ou seja, são alertados com quaisquer ruídos, como também é muito fácil passar a poucos centímetros sem ao menos sermos percebidos."

Um único guarda permite a opção de fuga, mas dois já podem causar mais problemas. Sendo assim, sempre que abater um guarda em um área que possui dois ou mais vigilantes, não se esqueça - quando for possível - de esconder o corpo para não levantar suspeitas.

No final de cada missão seremos sempre avaliados dependendo do esquema que optamos naquele momento. Se utilizarmos a opção de sermos mais cautelosos e andarmos pelas sombras receberemos um tipo de avaliação, ou caso tenhamos curiosidade em explorar todos os cantos para recolhermos o máximo de itens colecionáveis seremos avaliados de outra forma. Mas não se preocupem com isso, porque é possível voltar para aquela missão quantas vezes desejar.

Visualmente falando o jogo oferece locais escuros e ambientes chuvosos que são representados de forma a proporcionar uma melhor experiência aos jogadores. Thief apresenta gráficos de boa qualidade, mas referente ao detalhes técnicos vamos deixar isso para uma análise mais profunda da Digital Foundry.

Sendo assim, a espera dos fãs pelo novo jogo da série valeu a pena? Podemos dizer que sim. Thief é um jogo que oferece vários meios de abordagem e cumpre bem o seu papel no campo da furtividade. Sofre de alguns problemas relacionados a jogatina como uma certa dificuldade em esconder corpos em determinados cenários, mas nada que afete muito a experiência. No geral é um jogo muito bom que possivelmente deve "roubar" algumas horas de diversão.

8 / 10

Leia nosso sistema de pontuação Thief - Análise Rodrigo Spinetti Mãos ao alto! 2014-02-26T10:00:00-03:00 8 10

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