The Last of Us - Análise

Seu maior desafio é se manter vivo a qualquer custo.

The Last of Us nos faz refletir sobre diversas prioridades da vida, onde o verdadeiro relacionamento humano é testado e o medo de estar isolado e sozinho, é constante.

Versão testada: PlayStation 3

Finalmente The Last of Us está entre nós, um jogo produzido pela Naughty Dog que chega com exclusividade ao PlayStation 3, oferecendo ao jogador a oportunidade de estar à frente de um dos melhores jogos dessa geração. Isso porque The Last of Us é um exemplo simples entre a união perfeita de narração e jogabilidade por ambientes devastados, onde sua missão é se manter vivo, custe o que custar.

A Naughty Dog com sua equipe extremamente talentosa e apaixonada pelo que faz, conseguiu em The Last of Us nos fazer refletir sobre diversas prioridades da vida, nos mergulhando em uma história intensa, onde o verdadeiro relacionamento humano é testado e o medo de estar isolado e sozinho, é constante.

O jogo conta a história de dois personagens, Joel e Ellie, que se deparam com um local dominado por uma epidemia desconhecida que faz com que as pessoas infectadas sofram mutações e se tornem uma espécie de zumbi. Joel por algum motivo (não vamos estragar a surpresa), tem a missão de levar Ellie para o outro lado da cidade, mas essa tarefa não será nada fácil.

Aqui podemos dizer que temos um homem com um passado angustiante de coração duro, que está de alguma forma ligado a uma garota indefesa, que que nunca conheceu o mundo antes da infecção e não sabe o verdadeiro significado das palavras família, amor e carinho. Esses lados opostos no jogo irão se chocar várias vezes, mas um dependerá sempre do outro para continuar essa jornada. Dessa forma, a Naughty Dog, ao contrário do que conhecemos de outros jogos como Uncharted, por exemplo, insere The Last of Us em um jogo com menos espetáculo e ação constante, para um título onde a natureza e a raça humana representam a verdadeira essência.

Sendo assim, como acontece com qualquer pessoa que esteja ao lado de outra por livre e espontânea pressão, é comum que o silêncio tome conta do jogo as vezes, dando destaque a sons de pássaros cantado em meio as árvores e cães latindo a distância. Isso realmente é a grande sacada da jornada de Joel e Ellie, duas pessoas que não se conhecem, mas que ao longo do caminho vão mudando a forma como isso é conduzido e, principalmente seus pensamentos em relação ao outro.

Como vimos em diversos vídeos de The Last of Us, o domínio da natureza é evidente em todos os momentos, fazendo com que a cidade apresente construções em ruínas tomadas pela vegetação e ao mesmo tempo deixando claro, que o perigo é sempre iminente. Mas por outro lado temos também pessoas em jogo, sobreviventes que vão matar para não serem mortos e até mesmo caçar para saciar sua fome. Uma situação que Joel e Ellie terão que enfrentar independente das circunstâncias e, há qualquer momento.

"Para um jogo que leva em torno de 15 horas para ser completado, nunca tivemos a sensação de estar a frente de algo monótono ou chato."

The Last of Us - Trailer oficial em português

A jogabilidade entra como uma parte importante de The Last of Us, que apesar de simples é completamente eficaz com elementos de survival horror e ação furtiva. Para um jogo que leva em torno de 15 horas para ser completado, nunca tivemos a sensação de estar a frente de algo monótono ou chato. O jogo foi pensado e baseado em detalhes para inserir o jogador em um ambiente harmonioso e realmente encantador.

Claro que temos momentos de tensão e adrenalina. Em casos de fugas dramáticas de humanos ou infectados, a ação é contagiante e logo é substituída por ambientes de exploração, diálogos e até mesmo caminhadas angustiantes por hordas de infectados cegos, que estão atentos ao menor ruído. Quem decidir explorar o jogo de uma forma mais rígida vai encontrar diversos objetos como recompensa, além de medalhas e páginas de diários de pessoas que estiveram pelos locais ao qual estão agora Joel e Ellie.

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